terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Análise: Batman Arkham City - Game of the Year Edition

By Rednedeful

Fala aew galera ligada no blog Abras Gamer! Hoje eu gostaria de fazer uma análise sobre o game Batman Arkham City GOTY.

 O game original foi lançado ano passado, dia 18 de outubro, sendo um grande sucesso e tirando notas excelentes nas reviews mundiais (versão de Pc ficou com 91 no site Metacritic). Devido a isso, uma versão contendo todos os DLCs do game foi lançado dia 07 de setembro de 2012.

Durante os dias 21 a 26 de novembro, o game esteve em promoção no Steam, variando o preço de R$ 24,90 a R$ 12,90. Agora o preço já voltou ao seu normal (R$ 49,90), mas provavelmente o serviço fará outra promoção parecida para o Natal.

Para resumir a história:
"Após seis meses dos acontecimentos do primeiro jogo, o prefeito murou bairros inteiros de Gotham, criando Arkham City, uma cidade que funciona como uma super-prisão. A única regra é que seus habitantes não podem sair de lá. Batman, claro, não gosta nada disso. Como Bruce Wayne, forma o partido Anti-Arkham. Quando concede uma coletiva de imprensa no lado de fora de Arkham City, é feito refém pelos homens da TYGER, uma gangue tecnologicamente equipada no jogo a serviço de Hugo Strange. Por motivos desconhecidos, Strange descobre que Bruce Wayne é o Batman, e acaba o limitando de interferir em seus planos, do contrário revelará sua identidade ao mundo. Strange também menciona um plano secreto, o Protocolo 10. Após ser solto em Arkham City, Bruce Veste seu traje de Batman e resgata a Mulher-Gato do Duas-Caras, com a intenção de entender um pouco mais sobre o que está acontecendo em Arkham City. Depois de evitar que a Mulher Gato leve um tiro de Sniper, Batman descobre que o Coringa está na cidade prisão e decide investigar mais a fundo." - Fonte: Wikipedia, com alterações.

Gráficos e sons:

Podemos perceber logo nos primeiros minutos de jogatina, que o game é um primor. Arkham City possui um mapa enorme, cheio de detalhes e luzes. O game se passa sempre durante a noite, mantendo o característico clima sombrio que permeia o universo de Batman. São inúmeros prédios, ruas, vielas e construções, sendo que o game possui esse mundo aberto quase totalmente explorável, tendo apenas alguns pontos que não conseguimos entrar.

Os personagens são muito bem trabalhados, de uma forma muito detalhista. É possível perceber vários pontos mínimos, como os poros naturais da pele, os pelos dos braços, rugas e vários detalhes e acessórios das roupas (um grande destaque vai para o Duas Caras e o Coringa doente). Até mesmo os capangas são muito bem feitos, não deixando em nada a desejar. Aliás, são raros os personagens do jogo que são pouco detalhados, que mesmo assim são bem feitos. O mais legal é que o game permite a você visualizar a modelagem dos personagens separadamente, o que faz do jogo uma boa ferramenta para quem deseja estudar modelagem 3D (como eu, por exemplo).

A versão de PC é a mais parruda e detalhista de todas, servindo até como ferramenta para análise de desempenho de hardware (leia este artigo do BJ e a definição de benchmark aqui). O recurso PhysX melhora bastante a sensação de imersão no game, mas somente os jogadores mais hardcore vão se importar com ele (vídeo de comparação de PhysX aqui). Mas mesmo as versão dos consoles estão lindas demais. A grande diferença entre elas são as texturas e alguns pequenos detalhes, como a profundidade do cenário e texturas dos personagens e cenários, além da variação da resolução do game (vídeo demonstrando diferenças no You Tube).


O audio do game é outro primor. São inúmeros sons audíveis durante a nossa viagem pelos cenários. Podemos interceptar várias conversas dos prisioneiros, barulhos dos mais variados, helicópteros passando pela cidade, entre muitos outros; todos muito bem feitos. Os equipamentos do Homem Morcego também são muito realistas e soam muito bem na hora que são ativados. Os sons da lutas são muito legais, e poucas coisas são tão recompensadoras na vida quanto o som da finalização do último inimigo de um grupo enorme.

As músicas são muito bem compostas e tocam na hora certa, indicando o momento que se passa no game. Para momentos mais calmos, a música é mais calma, lembrando sempre a temática usada em filmes e desenhos do Batman. Já para momentos mais tensos (dentre os quais: as lutas contra chefes, inimigos te descobrindo e te caçando, entre outros), temos uma música mais rápida, que acompanha muito bem o momento.

Jogabilidade e desafios:



Batman Arkham City é um game capaz de te prender durante horas a fio. É sério. É um dos games mais viciantes que já tive o prazer de jogar. A história foi o que realmente me prendeu durante as quase 17 horas que passei nela. Claro que tentei realizar vários desafios durante e caminho.

O jogo continua a jogabilidade do excelente Batman Arkham Asylum, com diversas melhorias. Ele explora diversas habilidades do Homem Morcego. A mais importante delas é a utilização da capa para planar e do Bat-gancho, pois é justamente o que te permite explorar cada canto do game. Agora você pode utilizá-lo como um tipo de propulsor, fazendo o personagem continuar planando por diversos metros sem precisar tocar no chão. 


Claro que a parte mais legal é a luta contra os capangas. No game, vários lugares da prisão foram tomados por inimigos diferentes do Batman. Temos capangas do Coringa, Duas Caras e Pinguim, cada qual utilizando roupas características que identificam para quem estão trabalhando. Eles estão espalhados por muitos pontos da cidade e em vários momentos tentarão te atrapalhar. O tipo de luta é o mesmo que o game anterior: apertar um botão para atacar (X no controle de Xbox ou quadrado no de PS3) e outro para contra-atacar. Simples e "fácil". Acontece que no decorrer do game, o número de inimigos aumenta, a variedade deles também e eles passam a utilizar diversas armas contra você. São armas de fogo, blindagem, portas de veículos, facas, garrafas quebradas e outros.

A variedade de inimigos é grande e satisfatórias, quebrando o estilo do jogar para que as lutas não fiquem monótonas.

Temos os inimigos de um braço só, que carregam martelos ou foices e são muito mais fortes que os capangas comuns. Também temos os capangas infectados com a droga TITAN, que são os mais fortes de todos e lembram muito o Rino, do Homem Aranha, no seu estilo de ataque.

Batman, Robin e Mulher Gato são os principais personagens jogáveis do game (sendo que o Robin só está disponível em DLC e a Mulher Gato possui um código único que vem com o game original para ativá-la, sendo que quem comprar o game usado terá que comprar também como DLC). Todos eles possuem jogabilidade igual (os botões a se apertar para jogar são os mesmos), mas com habilidades, estilo e gadgets diferentes. Todos utilizam a visão detetive para, que serve como uma visão de raio X e mostra diversos pontos de interesse no cenário. Para Batman e Robin são mais sofisticados e para a Mulher Gato (chamado de Visão Felina), um pouco menos. As ferramentas são ótimas e são utilizadas para diversos desafios, dando uma variedade ao gameplay

As lutas contra os chefes são bem satisfatórias, sendo que cada boss tem seu estilo próprio e dificuldade. Temos lutas contra (não necessariamente nessa ordem): Pinguim, Raz Al Ghul, Mr. Freeze, Solomon Grundy, Coringa, Cara de Barro, Chapeleiro Maluco, entre outros. 



 Além do modo história sensacional, o game também apresenta diversos desafios e missões secundárias pela cidade. Os já clássicos desafios do Charada voltam de um jeito ainda mais desafiador, com enigmas mais variados (uma vez que agora temos uma cidade inteira para explorar). O game apresente nada menos que 400 trofeus para coletar, além de balões para estourar e câmeras para destruir.

Temos também uma série de desafios que valem medalhas e valem para um ranking mundial. São diversos locais do jogo que apresentam, por exemplo, lutas contra capangas ou fases que é preciso eliminar todos para concluir. Cada qual com uma série de medalhas para se conquistar (que valem alguns trofeus ou GP).

Enfim, prepare-se para gastar o seu cérebro pensando bastante para resolver os enigmas e seu tempo para procurar os itens. Isto é claro, se você deseja platinar o game.

Versão Jogo do ano:


Tudo que foi dito até agora, é em referência ao game original, que obviamente também está presente na versão que eu joguei. Mas vou detalhar um pouco o conteúdo da versão Game of The Year.

Ela traz todos os DLCs lançados para o game durante sua trajetória, sendo eles: diferentes skins para o Batman e Mulher Gato, Robin e Asa Noturna como personagens jogáveis (nos desafios do charada), e um DLC que se passa após a história principal, entitulado como a Vingança da Harley Quinn.

















Todos os DLCs visam dar uma mudança na jogabilidade em geral, mas não são realmente imperdíveis para quem já adquiriu a versão simples do game. A mudança proporcionada pelas skins, são simplesmente estéticas, portanto vale a pena pensar um pouco, principalmente devido ao preço. Já as adições de Robin e Asa Noturna, são bem vindas e valem a compra, pois possuem golpes e estilos diferentes que valem a pena assistir. Entretanto, eles são utilizados somente no modo desfio, o que é um desperdício, uma vez que o Robin é apresentado na história principal. Poderiam ser mais bem aproveitados. Já a Vinguança da Harley Quinn, mostra uma vingança planejada pela personagem contra o Batman, que o culpa pelos acontecimentos do final do game. 

A Vingança da Harley Quinn é um caso a se  pensar. Isso porque não sei se vale os R$ 24,90 que cobraram quando DLC foi lançado. São apenas duas horas de conteúdo adicional que no fundo não acrescentam muita coisa história. Vale a pena só quem for muito fã do personagem e quiser jogar com o Robin num modo história (muito mau aproveitado, por sinal).



Conclusão:

Para quem não possui uma cópia do game, vale muito a pena adquirí-la. Batman Arkham City é um jogo sensacional. Não é à toa que foi indicado para o Melhor Jogo do Ano de  2011, e recentemente foi indicado ao melhor jogo da década. Possui alguns pequenos defeitos, como pop-in e falhas no carregamento de texturas. Mas esses defeitos são rapidamente esquecidos e muitas vezes nem percebidos durante a jogatina.

Para quem quiser comprar o game, escolha a versão Jogo do Ano. A diferença de preço é mínima, quando se coloca na balança os conteúdos. Se conseguir esperar até o Natal, R$ 12,90 é praticamente um jogão de graça. Aproveite que a Steam está aceitando pagamentos em Reais e divirta-se!

2 comentários:

Bruno Master disse...

Legal, gostei da análise cara, eu até não estava levando fé quando vi que era página de um blog e tal, mas cara gostei mesmo, parabéns, eu estava atrás de uma análise justamente para ver se eu compraria o game, mas pelo jeito irei comprar sim porque pelo que eu vi vale a pena. :)

Junior Daniel disse...

Valeu, vou comprar! Entrou hoje em promoção na Steam, 75%. Show!